MINHA HISTORIA





MINHA HISTORIA

Eu sou Manoel Alves da Silva, nascido em 17 de Maio de 1968 em São José da Laje, precisamente no sitio São Vicente, de propriedade do Sr. Antônio Ferreira.

Meu Pai agricultor de nome Antônio Alves da Silva, conhecido por Antônio de Cais.

Minha mãe domestica chamada Quitéria Alves da Silva

Dia 07 de Abril de 1972 meu pai faleceu daí começou toda minha historia

Minha mãe conheceu outro homem, o s.r. José Alves( o seu Zé aive).

Viemos morar em Rocha Cavalcante na rua nova, minha comprou uma casinha com o dinheiro que haverá recebido da indenização da morte de mau pai .

Éramos 5 irmãos eu , Julia, augusta, Sebastião e José Sergio. Minha mãe estava grávida de 6 meses do meu irmão Antônio filho.

Em menos de 1 ano faleceram ,,

Julia ,augusta ,Sebastião e Toninho só escapou dois José Sergio e eu .

Em 1973, minha mãe teve que vender nossa casa “ motivo briga do meu irmão mais velho

Fomos morar em rio largo minha mãe separa-se do seu Zé.

Minha mãe passou a trabalhar de domestica em casas de família ,trabalhou em varias casas

Não deu certo e por isso começou trabalhar no campo das usinas, após 6 meses seu Zé voltou pra casa e começamos tudo de novo.



Seu Zé gostava de tomar uma caninha , minha mãe não concordava e era brigas e mais brigas e assim vendemos tudo que tínhamos e fomos viver como ave de arribação sem lugar certo para morar “viramos ciganos.

Em 1975 saímos de Rio Largo a pé com destino a cidade de Murici foi o pior dia da minha vida caminhei o dia inteiro no asfalto de pé descalço, que tormento para uma criança de seis ano de idade e deficiente físico.

Não conseguindo chegar ao destino previsto paramos no distrito de Itamaracá para dormir na estação de trem e no outro dia seguimos viagem.

Ficamos hospedado em uma olaria de um Sr. cujo o nome não me lembro , meu padrasto era oleiro e ficou trabalhando por três semanas, logo depois viemos parar na fazenda Barra do dia hoje abandonada depois fomos para faz Cachoeira também moramos na faz Nicho, Paraíso, Campo Verde, Carrapateira, Dois Paus ,Santo Antônio da Lavagem em fim voltamos para barra do dia onde moramos 12 anos.

Durante este período que morei nas fazendas de usinas trabalhei no campo como coringa, ajudante de trator por fim cortador de cana de açúcar.

1980 comecei estudar na escolinha da faz minha professora a Sra. Cleonice M. de oliveira

Gostava muito de mim por isso me ajudava com livros pasta escolar e até mesmo lápis, pois eu era tão pobre que não tinha condições de comprar.

Saia de casa as 4:00h da manhã para o corte de cana e voltava as 11:30 minutos para estudar muitas vezes não havia o que comer ia pra escola com fome e dava graças a Deus quando chegava a hora da merenda.

Sempre fui o melhor aluno da classe, minha professora se orgulhava de mim

Era muito inteligente e atencioso nas lições do livro( Novo Nordeste.)

No segundo ano fiz minha primeira comunhão, dona Cleonice me deu a farda, pois eu tinha me preparado seis meses mais não tinham dinheiro para comprar a mesma e assim a diretora da escola (Nossa Senhora das Graças) a Irmã Nazaré junto a professora compraram pra mim. foi a primeira vez que vesti uma roupa nova (causa u.s top e camisa gola polo)

E assim consegui estuda por três anos e conclui a 3º serie primária ,não pode mais estuda ,tinha que estudar usina mais meu padrasto não quis pois eu teria que sair do serviço no Máximo as 10:30 da manhã teria que esperar a caçamba da usina passar com os estudantes para poder ir a escola e assim não dava eu iria perder dias de serviço e isso não podia acontecer, o orçamento de casa iria diminui e ele claro que não concordava “alias “diziam naquele tempo que o estudo para filho de pobre e a profissão era o cabo de uma enxada ou de uma foice.

Mais minha vontade mesmo era ser cantor e locutor ; vejam bem, eu era tato e como poderia ser cantor e muito menos locutor: na época eu ouvia muito Radio Am e me apaixonava cada dia mais eram as emissoras (Difusora de Cajazeiras na Paraíba, Radio Baturité de Campina Grade ,Sociedade da Bahia ,Olinda de Recife ,gazeta de Alagoas

Palmares Am Progresso Am Novo Nordeste de Arapiraca e Radio Sampaio de Palmeira dos Indos ).e nosso radio era um modelo bastante antigo ABC A VOZ DE OURO.

Em 7987 comecei resolver minha vida ,fui para casa de uma tia no Conj. Bentes em Maceió fique por alguns dias ai conheci a ADEFAL. Associação dos Deficiente Físicos de Alagoas .daí comecei a visitar as Rádios da capital e logo a prendi tocar violão e comecei a cantar muitas pessoas riam de mim por que na verdade era engraçado um cantor tato ,mais não perdi o rebolado nem desisti do meu sonho de cantor e locutor de Rádio

Pois o ser humano é pra o que nasce.

Nesse mesmo tempo sem profissão definida, sem estudo sem emprego e sem perspectiva alguma, conheci o então na época senador Guilherme Palmeira que me um grande presente meu primeiro violão, por ironia do destino depois quinze dias eu estava muito empolgado para me apresentar no programa do saudoso Sabino Romariz na TV Alagoas (programa a voz do povo na tv) me roubaram o violão Quanta falta de sorte em.

Mais um vez eu fui enfrente cantei sem violão, logo depois me apresentei no programa de Alves Correa na AM 710, eu cantava e Alves Correia tocava na mesa da rádio e ria pra se acabar por que eu era tato.

Um belo dia conversando com minha prima Maria José ela disse que eu tentasse pronunciar as palavras difíceis que eu achava, como, por exemplo, casa macacas coração coco entre outras, com a língua ao invés de pronunciar com a garganta como era de costume.

Comecei a excitar e em menos de uma semana estava falando normal sem Neuma dificuldade

Agradeci a Deus e a minha prima pela dica ai era só alegria comecei compor, contar nos programas de Floracyr Cavalcante Humberto Maia e Batista Filho daí surgiu o nome Mano Alves batizado pelo próprio Batista Filho.

Na ADEFAL conheci muita gente importante como Dr. Walmir, Elias, Antônio Jerônimo e muitas outras com as quais eu aprendi que ser DEFICIENTE não é ser inútil.

Aprende lê e escrever fiz curso de datilografia fui fundador da primeira vassouraria da associação e passei a ser um dos diretores da mesma.

Foi lá que arrumei minha primeira namorada e também arrumei meu primeiro emprego no masturbara hotel de lavador de panelas mais o meu objetivo era ser cantor e locutor de rádio.

Após seis meses sai do trabalho e vim embora pra casa da minha na que na época morava no povoado caipé próximo a usina lajinha em União dos Palmares.

Volta a trabalhar no campo eu queria mais “alias nunca quis ,voltei para Maceió novamente comecei a tocar violão juntamente com João Pires outro que assim como eu sonhava com o sucesso na vida artística e hoje é um dos grande comunicadores do rádio Palmarino, toscavas-nos no Candongas Bar localizado na Rua Clementino do Monte e os freguês gostavam e até pagavam o cover artístico .

Em 1988 o rio Mundaú expulsou minha família das suas margens com uma grande enchente. Milha família perdeu tudo do pouco tinha voltei pra casa e fomos morar no povoado Santa fé seu Zé compro um terreno pequeno e fez uma casinha de pau a pique

Onde morou mais de 4 anos . e é estou ai com o sonhando em ser artista comecei tocar na Churrascaria irmãos Ferreira de propriedade dos irmãos Ferreira Ferragem Tonho Alavancam e Magrão. Logo depois es que surgia a casa da seresta do já falecido Edson de Paula que me fez um convite pra me apresentar as sextas e sábados toque muito tempo era tempo maravilhoso .

Em 1991 conheci o famoso sanfoneiro Mario Camelo meu amigo até hoje que me apresentou ao então diretor da rádio popular no bairro Roberto C. Araújo Manoel Feliciano que logo em seguida me encaixou na programação nesse tempo a equipe da rádio popular era formada por: Eliane Morais, Mario Bispo, Manoel Feliciano, Alexandre Tenório Mario Sergio e agora o caçula da casa Mano Alves.

Comecei fazer o Programa Cultural aos sábados e o sucesso foi absoluto por mais de ano.

A rádio popular era um serviço de som do bairro tinha 18 cornetas espalhadas por todo o bairro Roberto Correia. Continuei cantando na noite e fazendo o programa realizando meu sonho de ser artista e locutor

Em 1991 foi inaugurada a primeira emissora de rádio em União dos Palmares rádio AG FM de propriedade dos empresário Manoel Gomes do Barros e José Praxedes Neto pra qual fui convidado para compor o quadro de locutores ao lado de Mauro Correia, Lurdes Macena (Lurdinha ) Luciene Peixoto Ramon Lins Thiago Correia Alexander Campo todos comandados pelo radialista e jornalista Ivan Nunes e seu Jaime Leão o chefe mais mas carrasco que já tive.

Vieram as eleições na qual trabalhei foi a primeira que trabalhei e José Praxes foi eleito logo após veio o pagamento me mandarão embora.

Mais Deus não desampara os seus e es que surgiu a rádio quilombo onde até hoje trabalho apesar das turbulências conseguiu através de alguns amigos musico gravar dois cds de forró e estou fazendo um novo projeto que será grava, mas um cd e um DVD de brega até por hoje comando o programa clube do brega uma maiores audiência graças a Deus e ao povo que curtem me sinto muito feliz por tudo que papai do céu tem me dado..

Obrigado meu Deus.



CENAS INESQUESSIVEIS

A primeira vez que vi um acordeom foi no ano de 1977, quando ouvi uma dança na casa do apontador da fazenda (apontador espécie de contador) foi também quando vi pela primeira vez o famoso ceguinho de União ,hoje meu amigo Edvaldo do acordeom

Acompanhado de seu pai hoje já falecido, do zabumbeiro Mario Carniças e um cantor que não me recordo o nome só sei que também já se foi transportados pelo também já falecido o taxista Sandoval em cara van de cor branca e a festa foi muita boa fique a noite inteira olhando Edvaldo tocar daí nasceu minha paixão por instrumento.

Com poucos dias chegou para morar na fazenda um senhor chamado seu Cícero sanfoneiro hoje evangélico e reside no bairro da abolição e tinha um acordeom todeschine

Novinha pra vender ai eu fiquei louco por ela, minha mãe recebia uma pensão desde quando meu pai morreu na época era de 120 mil cruzeiros e a sanfona custa 200 mil divida em quatro vezes mais minha mãe dizia que aquilo não era profissão pra ninguém que era coisa de homem preguiçoso não comprou, também o que meu padrasto ganhava e o que ela

recebia ficava no barracão.(barracão supermercado da fazendo).e ainda ficava devendo.

Meu irmão rebou de casa muito cedo nunca se deu bem com o esposo da minha mãe e eu não tendo com quem brincar fazia rádio e radiosa de barro e passava o dia inteiro cantando dentro de casa amarra as cabras, ajudava minha mãe nas tarefas de casa e ai brinca .Os meus brinquedos eram corrupio, bate, bate feito de garrafa de água sanitária e minha aparelhagem de som de barro esse era meu universo não tinha coleguinhas para brincar e assim foi, mas ou menos minha infância.

MINHAS POEZAS NO SITIO MAL ASSOMBRADO

Na fazenda avia o sitio que moramos mais de dez anos e todo mundo falava que era mal assombrado sitio dos marandovás eu mesmo nunca vi nada, mas muita gente correu de lá até mesmo de dia nesse tempo o meio de transporte mais barato era o trem tinha o trem passageiro o trem de carga e o famoso bacurau. que passava na fazenda nicho e avia uma estação onde fazia uma pequena parada minha mãe adoeceu e foi fazer alguns exames em Rio Largo dormiu na casa da minha tia na fazenda caçaú pertencente ao Sr. Mario Jorge o pai de Zagalo e eu fiquei no sito sozinho e Deus.

A casa em nós morava era de taipa e coberto de palha de coco “pense numa segurança , a noite eu liguei rádio de mão motor rádio sintonizei na rádio Tamandaré do Recife , armei-me até os dentes com uma fosse de cortar cana ,um machado ,uma espingarda soca tempero ,uma peixeira de 12 polegadas e uma pistola 2 tiro e uma carreira que meu padrasto possuía armei minha rede de punho cedida por meu avô me deitei e peguei no sono

Pense num vigia macho.

O trem passava as quatro da madrugada meu padrasto chega com minha mãe; e me chamou e quem disse que eu ouvi, ele subiu na casa fez um buraco na cobertura de palha e entrou e lá estava eu mais armado que lampião dormindo mais que a bela adormecida

E pela manhã acordei meio assustado e pergunte a minha mãe que hora vocês chegaram que eu não vi procurei as armas não as encontreis eles haviam guardado e eu nem percebi (pense num menino corajoso e dorminhoco)

Certo dia eu estava acompanhado de um primo chamado Rafael e passou uma senhora idosa ignorante toda, e meu primo cismou de lhe pedir sua honra (honra, virgindade feminina) quanta inocência não sabíamos o que era aquilo mas , ele falou” resultado” uma boa pisa pro dois eu apanhei sem saber o por que; mais ,passarinho que anda com morcego dorme de cabeça para baixo.

Mamãe sempre me falava que eu teria chorado no seu vente logo após ela degustar um delicioso pirão de jundiá pescado por meu pai no rio anhumas em São José da Laje (jundiá bagre de rio) na noite seguinte eu nasci só ela e eu nem cheguei a esperar a parteira e as vezes paço até acreditar que sou diferente de outros da minha família que na maioria são leigos .Hoje aos trinta e oito anos estou me formando em, técnico de computadores e web designer além de radialista sou Musico e produtor musical e também operador de áudio.

PRECONCEITOS

Não basta ser estudado para o ser humano vencer na vida, primeiro: ter fé no criador de todas as coisas (Deus) nunca desistir dos seus sonhos, ser um bom filho e sempre trilha pelo o caminho certo da vida. Quero que meus filhos estudem para não passar pelo o que eu passei.. e você que esta lendo essa pequena historia da minha vida pode crer tudo isso é verdade não é marketing é a mas pura verdade; homem tem que ser homem desde menino, e não ser a penas macho .Seja um bom homem que você também vencerá. A vitória estar em suas mãos, digo isso com propriedade. De quem vivenciou na pele todo tipo de preconceito.

Por ser humilde, deficiente, filho de um cortador de cana fui muitas vezes discriminado.

As pessoas olhavam para o meu físico e já mais elas pensavam que, ali estivesse uma pessoa capaz eficiente e dedicada aquilo almeja. O ser humano deve ser medido não pelo que aparenta ser, sim pelo o que é capaz de fazer. A figura de um maracujá maduro e feio mais sua poupa é preciosa, da mesma forma somos todos nós mesmo com algumas limitações físicas, mas isso não impede de ter uma mente brilhante e um grande coração.

Tenho como exemplo disso, o dep. federal Jerônimo Cerqueira da Silva o Jerônimo da ADEFAL. Um dos maiores arquiteto do estado de Alagoas ele foi à pessoa que mais me incentivou durante o tempo que passei morando na associação a ser o que hoje sou persistente no que quero e fiel nos meus ideais , e digo , tenho muito orgulho de ser amigo do Jerônimo da ADEFAL. Muito ante de ser político travou as maiores lutas pelo os diretos dos deficientes físicos no estado.

Foi ele que certo dia na sala jogos da associação me falou Manoel seja você mesmo, sucesso é consequência de um trabalho seja em que área for, lá estávamos João Pires e eu ensaiando para tocar a noite no Candongas Bar ele cheguei ficou observando o nosso e ensaio e eu falei em um dia ser um cantor de verdade foi quando ele me disse essa frase que guardo comigo até hoje. Já disse isso a vários amigos músicos a outros profissionais do rádio por que o que é bom devemos arquivar em nossa memória e passar para o próximo.

Na época o Jerônimo tinha um bar em Mass agueira e todo final de semana nós íamos diverti, anda de canoa e pegar o rango no bar gera. Quem éramos nós, Arnaldo, João Tonho Sandro dona Tânia, Sonia campeã de arremessador. Walmir , Laurindo Luiz Carlo

Ambos paraplégico, Joel o remador Luiz Carlo datilografo Suely professora de educação física , João Pires e eu os cantores mais desafinados do pedaço. Um, aprendendo tocar (João)

O outro prendendo cantar (eu) pense numa dupla ruim.



MEU IDOLOS DO RÁDIO NO MEU TEMPO DE MENINO

Nos anos 70 e 80 não avia tanta emissora de rádio fm como hoje, então eu ouvia as am da época, Floracy Cavalcante, Fernando Correia comandando tele disco aos domingos as noite Silvio Sarmento e Antônio Torres faziam a tabelinha da comunicação de segunda a sexta a tarde na gazeta Batista Filho na rádio difusora comandava as manhãs com uma comunicação eclética e divertida a tarde tínhamos o Campina das alagoas fazendo um verdadeiro forró e ainda Ferreira Junior ,Romildo Freitas e velho Marreco que fazia no terreiro do marreco na rádio Progresso hoje extinta.

De tanto ouvir os melhores locutores e ouvir as melhores musicas é que aprendi ser diferente em muitos aspectos e dar valor as coisa boas como por exemplo a poesia matuta a musica regional e literatura de cordel, o repentista o embalador de coco em fim tudo que diz respeito a arte.

Fui a primeira festa de padroeiro, em Branquinha vi pela primeira vez um pastoris tomando cajuína com pão doce ao som de Sandro Becker cantando ô Ângela que era o sucesso da época.

Almir Rogério, Ismael Carlos, também eram as grades nomes da musica sem contar Carlos Alexandre, Carlos Santos e outros no forró o velho Lua eram rei Genival Lacerda Zé Duarte Zé Nildo Clemilda faziam o duplo sentido era muito engraçado ouvir.

Nas fazendas quem possuía uma radiola de madeira ou baquelita geralmente eram os cabos o apontador ou administrador, moradores quando tinham era uma moto rádio, sonata a famosa chora na tampa .Esperavam o ano inteiro para compra o novo disco de vinil que advirá ser lançado. Essa era a paisagem do meu interior.